Empreendedorismo é o principal fator promotor do desenvolvimento econômico e social de uma região e consequentemente de um país. Identificar as oportunidades, agarrá-las e buscar os recursos para transformá-las em negócio lucrativo, é esse é o papel daquele que pretende empreender.
E para empreender, o candidato a empreendedor, além de vontade e disciplina, precisa ter preparação. O ideal seria que essa preparação fosse feita ao longo da vida escolar, junto com o ensino fundamental e médio. Hoje nossas escolas formam "executores de tarefas", pessoas com Síndrome do empregado e não empreendedores. Quero deixar claro que o empreendedorismo é uma filosofia de vida, mesmo trabalhando em uma empresa podemos ser empreendedores corporativos se essa for nossa opção. A Educação Empreendedora é necessária para que não criemos "burros motivados", que querem fazer, mas não sabem como fazer e acabam produzindo produtos e serviços de qualidade duvidosa, sem falar que uma empresa dessa terá pouco tempo de vida. Como sempre o Brasil queima fases em busca de seu desenvolvimento. Essa Educação Empreendedora já era para ter sido implantada há duas ou três gerações como fez muitos países que hoje ultrapassam o Brasil em questões de qualidade e produtividade e até mesmo em empreendimentos. Como não podemos voltar no tempo, pois tempo perdido não se recupera, o que podemos fazer hoje é incentivar ao máximo o empreendedorismo e a preparação dos empreendedores que já estão aí e dos novos empreendedores que virão. E como fazer isso? As ferramentas já estão por aí. O que precisamos é de mais vontade política para os incentivos de cursos, palestras, treinamentos, adoção de fato de uma Educação e uma Cultura Empreendedora nas escolas de ensino fundamental e médio.
Por fim, se você não tem a Síndrome do Empregado e pretende ser um empreendedor, mesmo dentro da empresa onde você trabalha, busque sempre o conhecimento, parcerias, consultorias especializadas, aperfeiçoamento constante. Você ainda pode contar com grupos de empreendedores que podem trocar experiências já vividas. E acima de tudo, sempre compartilhe, pois a nova economia é colaborativa. Ninguém é um fim em si mesmo.
MAURICIO HASBENI DE MELO
Advogado Especialista em Direito Empresarial pela FGV.
Life Coach e Analista Comportamental pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC)
Criador e Coordenador do Clube do Empreendedor.
Consultor para pequenas e médias empresas.
Coordenador do Núcleo de Desenvolvimento Humano ENGENHARIA DO SUCESSO
Os principais responsáveis por trazer dinheiro para as empresas são os vendedores.Mas muitas dessas empresas ainda veem o vendedor como um profissional quebra-galho.
Não tem estudo? Coloque ele(a) como vendedor(a).
Não tem experiência? Coloque ele(a) como vendedor(a).
De nada adianta o empresário ter o capital, os melhores executivos, a fábrica mais eficiente, o melhor produto do mercado, a campanha de marketing mais pegajosa se as pessoas (clientes) não comprarem seus produtos.
Mesmo assim, os vendedores são os profissionais menos prestigiados nas empresas.
Estudos mostram que o número de vendedores vêm caindo, pois enfrentam rotinas extenuantes, ganham pouco e não recebem os treinamentos adequados.
Mas essa situação tende a mudar com a nova visão da gestão estratégica de pessoas. E o motivo é meramente econômico.
Segundo a consultoria McKinsey, um vendedor de alta performance vende três vezes mais que um colega mediano. Mas vendas de alta performance não é nada simples. Requer muito estudo, preparação, motivação diária, mais técnica, mais conhecimento de relações humanas. Ainda há muito pouco de ciência e muito de arte e intuição naquilo que separa um craque em vendas de um "tirador de pedidos".
Quando tudo vai bem, os produtos, praticamente, se vendem. Mas quando a maré não está para peixe, o telefone da empresa não toca nem por engano, é o vendedor de alta performance que faz a diferença. E para isso ele precisa estar preparado.
Hoje, a contratação de vendedores por competência vem se tornando prioridade estratégica para algumas empresas. Empresas inteligentes tem descoberto que dá para fazer mais com o mesmo. Que é possível crescer sem investir, diversificar ou arriscar. Basta vender mais usando a mesma estrutura. Mas para isso, deve-se aumentar a produtividade da equipe de vendas, pois esse é o jeito mais barato e menos arriscado de crescer.
MAURICIO HASBENI DE MELO
Advogado Especialista em Direito Empresarial pela FGV.
Life Coach e Analista Comportamental pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC)
Criador e Coordenador do Clube do Empreendedor.
Consultor para pequenas e médias empresas.
Coordenador do Núcleo de Desenvolvimento Humano ENGENHARIA DO SUCESSO
Por Bruno Mello e Luísa Medeiros Comércio eletrônico no Brasil anos e conta com 20 mil lojas legalizadas e cerca de 15 mil que atuam na informalidade. Pedro Guasti, VP do grupo Buscapé faz um apanhado do segmento.
O e-commerce continua em franca expansão e projeta faturamento de R$ 45 bilhões em 2016, após ter registrado crescimento de 500% nos últimos sete anos. Em 2012, as vendas realizadas na internet somaram R$ 22,5 bilhões, que representa o aumento de R$ 18,1 bilhões em comparação aos R$ 4,4 bilhões contabilizados em 2006. Com o crescimento, o setor amplia seu alcance e reúne 42 milhões de shoppers, parcela que representa mais da metade da média de 80 milhões de internautas com mais de 18 anos. O faturamento também aumentou apoiado pela expansão da oferta de produtos e empresas no segmento, mas foi pulverizado com o barateamento das plataformas que permitiram a entrada de pequenos empreendedores.
As empresas de menor porte encontram suporte para se desenvolver na internet, o que torna o meio um ambiente propício por permitir que marcas pequenas disponham dos mesmos mecanismos de divulgação, pagamento e pesquisa utilizados pelas grandes companhias, viabilizando a competição de forma mais igualitária do que em lojas físicas. Estima-se que existam atualmente na web 20 mil lojas legalizadas além de cerca de 15 mil que atuam informalmente. Outro fator que também cooperou para a diversificação da oferta de produtos e empresas no comércio online foi o surgimento dos clubes de compras coletivas que se tornaram moda nos últimos três anos.
Entre os desafios para os próximos anos está conquistar dois perfis de compradores: os jovens, que ainda não estão no mercado de trabalho e costumam fazer suas compras em lojas físicas, e os usuários com idade acima de 50 anos. Outro objetivo é desenvolver formas de atendimento diferenciadas. “As empresas precisam utilizar multicanais se quiserem aumentar a conversão. Os tablets e smartphones tendem a baratear. Mais pessoas vão utilizar estes aparelhos para fazer pagamentos, pesquisar informações sobre os produtos e comparar os preços dos comércios físico e online. Comportamento que desafia as marcas a atenderem o cliente em várias esferas, caso contrário, ele comprará na concorrência”, analisa Pedro Guasti, Vice Presidente do Grupo Buscapé e Diretor Geral da e-bit, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Mundo do Marketing - Quais as principais transformações que o e-commerce passou nos últimos sete anos? E qual o panorama para os próximos sete anos? Pedro Guasti - O mercado teve uma explosão de vendas e de número de consumidores. Atualmente, são mais de 40 milhões de compradores. O crescimento veio junto com a entrada de novos players: os grandes varejistas também ingressaram no e-commerce, como as Casas Bahia e do Walmart. O surgimento de empresas como Dafiti e o fortalecimento da Netshoes também foram importantes para o crescimento de categorias. Outro fenômeno foi o surgimento das compras coletivas nos últimos três anos.
A confiança do consumidor nas compras online se consolidou, em grande parte impulsionada pelo aumento de infraestrutura e tecnologia. Agora são mais plataformas de e-commerce a um preço acessível, com serviços de meio de pagamento trazendo confiança para o cliente, como o PayPal, que permite o cancelamento da fatura caso haja algum problema. Esses sistemas foram democratizados, permitindo que um pequeno varejista tenha acesso à mídia online e possa competir com uma grande marca.
Mundo do Marketing - Quais categorias lideram o ranking como as mais vendidas atualmente e o que mudou na preferência de itens nos últimos sete anos? Pedro Guasti - Até 2006, a liderança de vendas era dos livros, CDs e DVDs. Nos últimos anos, os eletrodomésticos assumiram a primeira posição e as categorias de moda e acessórios que eram pouco expressivas e apareciam abaixo da vigésima quinta colocação, subiram para a segunda, podendo chegar ao primeiro em datas comemorativas como Dia das Mães e Dia dos Namorados.
Mundo do Marketing – De sete anos para cá o mercado mudou totalmente, inclusive em termos de ofertas. Antes, tínhamos os grandes players e atualmente o mercado está mais pulverizado. O que mudou? Pedro Guasti - O mercado em 2013 está muito mais pulverizado. Estima-se que no Brasil existam cerca de 20 mil lojas online legalizadas, além de outras 15 mil que atuam informalmente, como por exemplo, vendedores que dispõe produtos no Mercado Livre. Em 2006, quando houve o surgimento da B2W com a fusão do Submarino com a Americanas.com, o grupo era responsável por metade do mercado. Agora, empresas pequenas que não integram o grupo das 100 maiores do mundo comandam 20% do mercado.
Mundo do Marketing – Antigamente para vender online era difícil porque as empresas tinham uma base menor e menos opções de mecanismos digitais. Mas hoje a disputa é bem maior com o aumento de lojas. Como lidar com a concorrência no e-commerce atualmente? Pedro Guasti - Apesar dos novos mecanismos que surgiram para facilitar as vendas, o novo desafio para a conversão é a concorrência. Não adianta apenas montar uma loja online. A diferença da loja física para a virtual é que o ponto de venda tradicional é como se fosse uma rede esperando o peixe passar. Na loja online a metáfora é da caça: tem que ir atrás e fazer barulho. As redes sociais são uma importante ferramenta para trabalhar a marca e a credibilidade. O mercado busca entender como atrair audiência para aumentar a credibilidade e o engajamento dos consumidores e assim converter.
Mundo do Marketing - O social commerce, muito falado nos últimos três anos, ainda não apareceu no Brasil, o que esperar? Pedro Guasti - Não apareceu no Brasil e nem mesmo nos Estados Unidos. As redes sociais são muito mais utilizadas para relacionamento com os clientes, levando a curtir os produtos, construir marca e fazer promoções, além de serem também um canal de atendimento. Muitas empresas estão montando suas páginas institucionais dentro do Facebook, em lugar de um site próprio.
Mundo do Marketing – O e-consumidor ficou diferente, no início do e-commerce se falava de classes A e B, com determinado tipo de compra. Atualmente as compras na internet se abriram para todos e aumentou até o número de compras por impulso. Qual o perfil do novo consumidor na internet? Pedro Guasti - Nos últimos sete anos, o Brasil passou por uma forte entrada da classe C no consumo de itens online. Esses consumidores foram fortalecidos pelos planos do governo de inclusão social que viabilizaram a compra do primeiro computador e o acesso à banda larga. Metade dos consumidores virtuais hoje pertence à nova classe média, considerando renda familiar com média de R$ 3.000,00 por mês. O público está mais exigente em função da experiência que adquiriu, usa sites especializados e as redes socais para reclamar, busca informações sobre o produto e consulta preços.
Mundo do Marketing – As empresas de e-commerce se aperfeiçoaram em plataformas nos últimos anos, temos lojas no Brasil utilizando sistemas da Best Buy da Amazon. O que mudou na estrutura das lojas virtuais? Pedro Guasti - As inovações nos últimos anos foram plataformas focadas em soluções de comportamento do consumidor que possibilitam traçar o seu perfil e ofertar produtos que sejam pertinentes à conveniência dele. Essa tendência tem o objetivo de levar para o e-commerce a compra por impulso. No início, era muito mais difícil montar uma loja virtual. Atualmente existem sites que oferecem montagem em 30 minutos e com baixo custo. Mas para de fato funcionar, não basta ter uma loja tecnicamente montada e com meio de pagamento ativo: é preciso trabalhar os conceitos de Marketing e investir em ferramentas de divulgação.
Mundo do Marketing - Nos próximos anos, existe mais espaço para novos fenômenos de mercado no e-commerce como Dafiti e Netshoes? Pedro Guasti – A Dafiti e a Netshoes que surgiram há poucos anos investiram forte em Marketing para agora ganharem mercado. Acredito que vamos viver uma segmentação maior. Com isso, novas empresas vão se tornar líderes em categorias verticais, proporcionando uma especialização maior.
Mundo do Marketing – A Amazon pode mudar o jogo? Existem rumores da compra de uma grande empresa no Brasil? Pedro Guasti - Pelo porte e pontencial financeiro da empresa, existe possibilidade sim, inclusive de comprar uma companhia já posicionada no mercado. Mas as dificuldades de se operar no Brasil são infinitamente maiores do que nos Estados Unidos. Apesar de termos uma escala relativamente grande de faturamento, isso ainda não representa sequer 10% do volume norte americano. O sucesso do e-commerce é uma escalada e conseguir isso com a infraestrutura e o ambiente de negócios atual, além da guerra fiscal entre estados para aumentar o ICMS e as imposições governamentais, é um grande desafio. Acaba parecendo que o país está brigando consigo mesmo.
Mundo do Marketing – O e-commerce é muito mais que apenas montar loja, envolve logística, pesquisa e inovação. Quais os desafios para o e-commerce nos próximos anos? Pedro Guasti- As empresas precisam utilizar multicanais se quiserem aumentar a conversão. Os tablets e smartphones tendem a baratear. Mais pessoas vão utilizar estes aparelhos para fazer pagamentos, pesquisar informações sobre os produtos e comparar os preços dos comércios físico e online. Comportamento que desafia as marcas a atenderem o cliente em várias esferas, caso contrário, ele comprará na concorrência. Quando se tem a tecnologia como commodity, o que diferencia é o tratamento, o atendimento diferenciado e a facilidade na entrega.
Outro desafio importante é ampliar o alcance das compras no e-commerce para novos públicos: os jovens que ainda não estão no mercado de trabalho e a terceira idade que teoricamente dispõe de mais tempo e dinheiro livres. Para atender os internautas com mais de 50 anos, as empresas devem investir no sortimento de produtos para as demandas desses consumidores.
Mundo do Marketing - Quais as maiores barreiras que os e-commerce pré-estabelecidos devem enfrentar nos próximos anos e que quem vai entrar deve estar atento? Pedro Guasti - A primeira dificuldade aparece para se adequar às exigências legais, muitas vezes inviáveis de serem cumpridas, o que gera insegurança. Foi o caso da intervenção do governo com a criação da entrega com hora agendada. Isso se tornou uma barreira para o mercado, por não ter players preparados para atender a essa exigência. De uma hora para a outra, obrigar uma empresa a aceitar essa imposição sem repasse de custos é andar na contra mão da história e esse, sem dúvida, é um dos maiores entraves. A intervenção é feita em prol do consumidor e concordo que ele tem que ser tratado como rei, mas não podemos dizer que conveniência não tem preço.
A infraestrutura é outra questão importante que não aparece para o público: as transportadoras e lojas passam por dificuldades para colocar caixas dentro de aviões por falta de espaço. Contraditoriamente, no Brasil ainda é mais barato e rápido usar caminhões na logística do que colocar um produto em um avião para ser entregue em locais mais distantes dos grandes centros, como Palmas, no Tocantins, por exemplo.
Mundo do Marketing - Se em sete anos o mercado multiplicou por cinco, qual a projeção para os próximos sete anos? Pedro Guasti - Até 2016, devem ser R$ 45 bilhões. Com base nisso, podemos considerar que o valor deve multiplicar três ou quatro vezes nos próximos sete anos.
Os senadores aprovaram no fim da última quinta-feira (7) o Projeto de Lei do Executivo que cria a Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, vinculada à Presidência da República. Como os parlamentares não alteraram o projeto aprovado pela Câmara, a medida segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff. O novo órgão, que tem status de ministério, irá coordenar a formulação de políticas e diretrizes de apoio aos pequenos negócios, cooperativas e associações.
Na avaliação do presidente do Sebrae, Luiz Barretto, a criação da nova instituição significa um grande avanço para as micro e pequenas empresas. “Esse segmento reúne atualmente mais de sete milhões de empreendimentos, com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões, e são 99% das empresas brasileiras. As demandas desses empreendedores são muitas e o fato de contar com um ministério específico amplia o diálogo com o governo”, afirma. “Com certeza, o Sebrae terá muita sinergia com a nova Secretaria”, completa.
Com esse novo desenho ministerial, o Sebrae passa a ter como interlocutora a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, em substituição ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e demais órgãos do governo responsáveis, em temas como políticas públicas de melhoria no ambiente de negócios, programas de qualificação e extensão empresarial, iniciativas para o aumento das microempresas nas exportações brasileiras, promoção do desenvolvimento de arranjos produtivos locais, dentre outros.
Por Fábio Bandeira de Mello e Mayara Chaves, Revista Administradores,
Foi-se o tempo em que as mulheres se comportavam como muitas donzelas dos antigos romances e contos de fada. Em histórias como Rapunzel ou A bela adormecida, elas se apresentam como figuras subservientes, que só tinham seus finais felizes condicionados à aparição de um príncipe encantado em suas vidas. No entanto, a postura feminina com o passar do tempo deixou de ser submissa e passou a ser independente e atuante na sociedade a partir de conquistas contínuas.
Cada vez mais as mulheres ganham destaque nas carreiras, em cargos de liderança e em funções outrora exclusivas do gênero masculino, a exemplo de Angela Merkel (chanceler da Alemanha), Christine Lagarde (diretora do FMI) ou Dilma Roussef (presidente do Brasil). Até mesmo em culturas mais resistentes à atuação feminina, como a do Afeganistão, elas ganham destaque. O país tem como vice-presidente do Parlamento a líder Fawzia Koofi, que já planeja disputar a presidência do país nas eleições de 2014.
Nos negócios, o cenário também não é diferente. No Brasil, mulheres estão à frente de grandes empresas como Petrobras (Graça Foster), GM Brasil (Grace Lieblein), Magazine Luiza (Luiza Trajano) e GE (Adriana Machado). E o destaque da atuação feminina em cargos de direção e comando no Brasil tem respaldo em estatísticas. De acordo com dados de uma pesquisa realizada pela Michael Page, a presença de mulheres nas funções de liderança cresceu em 2011, passando de 4% em 2010 para 8%, motivada, principalmente, pelas áreas de Finanças e Vendas e Marketing.
Em relação aos pequenos e micronegócios, a quantidade de mulheres liderando esses empreendimentos no país é quase igual ao número de homens nessa função, segundo relatório do Global Entrepeneurship Monitor (GEM) de 2010. Dos 21,1 milhões de empreendedores que conduzem negócios com menos de um ano e meio de existência, 49,3% são mulheres, o que representa 10,4 milhões de pessoas. As informações representam um aumento em relação a 2002, ano em que elas representavam 42,4% dos empreendedores.
De olho no presente (e no futuro)
A partir dos dados acima é possível constatar que as mulheres vêm conquistando cada vez mais espaço no mercado e obtendo reconhecimento de sua competência, provando que seu desempenho nos negócios pode ser tão bom ou melhor que a atuação masculina. E até as questões socioambientais estão em pauta. “Tive coragem de fazer uma empresa, um ramo novo na época, sem apoio financeiro. Suportei por bastante tempo até conseguir resultados, assumindo uma série de riscos”, conta a empresária Sibylle Muller.
Sibylle Muller (Foto: divulgação)
Formada e com Mestrado em Engenharia Civil, Sibylle trabalhava para uma empresa alemã na área de meio ambiente e começou a viajar para a Alemanha com suporte da companhia para a realização de um projeto ambiental. Lá se aperfeiçoou em tecnologias de solo, água e ar e decidiu, aos 41 anos, fundar o seu próprio negócio no Brasil: a Acquabrasilis. A empresa - que é especializada em reuso e potabilização da água, captação pluvial e tratamento do recurso para fins não potáveis - atualmente conta com 240 projetos realizados, além de 91 sistemas que aproveitam a água e tratam efluentes instalados em todo o país. Entre seus parceiros estão grandes construtoras como Odebrecht, Tecnisa, Gafisa e Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário.
Já Maronita Antunes buscou, através do empreendedorismo, alterar positivamente a situação dos moradores de sua localidade. Diante da difícil condição de vida da maioria dos produtores de açafrão do município de Mara Rosa (GO), a diretora escolar e também cultivadora da especiaria resolveu agir para ajudar os agricultores. A partir daí, ao começar a participar da Cooperativa dos Produtores de Açafrão de Mara Rosa e região (Cooperaçafrão), ela iniciou ao lado dos outros cooperados a organização do trabalho da colheita, que se tornou mais eficiente com a ajuda de todos.
Maronita Antunes (Foto: Bernardo Rebello / ASN)
“Foi visível a melhoria de vida dos produtores, que cresceram socialmente e economicamente”, afirmou Maronita. A ação, que também promoveu a conscientização sobre o respeito à legislação, permitiu que crianças e jovens, que tradicionalmente deixavam a escola para ajudar a colher a safra, não precisassem mais abandonar as salas de aula. A iniciativa de Maronita Antunes, hoje à frente da Cooperaçafrão, teve reconhecimento nacional, com a entrega do troféu de prata do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2012 na categoria Negócios Coletivos para a produtora.
Uma nova porta
Algumas vezes para se alcançar objetivos é preciso coragem para mudar de carreira. E uma empresária que não teve medo de mudanças foi Louzier Lessa. Tudo começou em 1989, quando ela começou a fazer doces para complementar seu salário de funcionária dos Correios de Cordeiro (RJ). Vendendo inicialmente doces simples, a empresária começou a investir na confecção de doces mais sofisticados e passou a se dedicar exclusivamente ao seu negócio.
Louzier Lessa (Foto: divulgação)
Fez tanto sucesso que hoje o empreendimento conta com 70 pessoas e escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo. O faturamento, em 2011, foi de R$ 1,2 milhões e a perspectiva é de um aumento de 20% para esse ano. Para tanto sucesso, a empresária dá a receita: “eu não queria fazer um simples doce, que todo mundo faz. É preciso que a qualidade do produto seja extraordinária, tanto no sabor quanto na aparência. Além disso, tudo o que a gente faz, tem que ser feito com amor. Essa é a diferença, pois quando os clientes veem o produto, ficam encantados”, afirma.
Quem também seguiu os ventos da mudança foi Regina Jordão. Paralelamente ao trabalho de secretária numa empresa estatal, ela participou de cursos em uma área com a qual já se identificava, a estética. Após o término do treinamento, começou a trabalhar com um médico em São Paulo, mas morava no Rio de Janeiro e foi daí que surgiu a ideia de criar uma empresa no setor estético, mais especificamente no ramo da depilação. “Comecei a perceber que este mercado era carente de profissionais e de um ambiente exclusivo, pois com meu horário muito reduzido (tendo que vir para o RJ todo final de semana), não conseguia colocar minha depilação em dia e muito menos encontrar bons profissionais”, afirma.
Regina Jordão (Foto: divulgação)
Assim, Regina Jordão deixou o emprego de secretária e fundou em 1996 o Instituto de Depilação Pello Menos, no Rio de Janeiro. Hoje o empreendimento é uma rede com 42 lojas no Rio de Janeiro e em São Paulo, com 450 mil clientes cadastrados e uma média anual de faturamento de R$ 70 milhões.
Elas fizeram a história
Líderes, estrategistas, polêmicas e capazes de modificar o rumo da história. Apesar de todo indicativo à fragilidade e submissão que as mulheres sofreram ao longo de séculos, muitas delas mostraram uma impressionante capacidade de quebrar paradigmas e deixaram suas marcas no mundo. Selecionamos 14 dessas mulheres que, por algum ou vários motivos, tornaram-se ícones em suas épocas, inspirando ou amedrontando gerações inteiras.
Abrir uma franquia é uma excelente opção para quem deseja empreender. O modelo é vantajoso, uma vez que a idéia já foi aceita pelo público e todo o formato de negócio já foi é entregue pronto ao franqueado, que só deve executá-lo.
Porém, a franquia é um investimento como qualquer outro, e antes de embarcar nessa “aventura”, é necessário analisar pontos importantes. A economista Christiane Monteiro, da Mais Money, separou os pontos chaves que todo interessado em abrir uma franquia deve saber antes de iniciar o negócio.
1 – Escolhendo a franquia – Procure escolher uma marca com que tenha afinidade e de preferência, uma atividade que goste. Experiência na área de atuação pode ser um fator importante na hora de escolher.
2 – Investimento – Assegure-se de que tem o capital necessário para arcar com todas as despesas iniciais do negócio. É preciso arcar com taxas de franquia, royalties, equipamento, dentre outros. Se necessário, informe-se sobre linhas de crédito especiais para franquias.
3 – COF (Circular de Oferta de Franquia) – Analise cuidadosamente esse documento antes de fechar negócio. Compare as diferenças de custos e investimentos de cada marca e escolha o modelo mais vantajoso para você.
4 – Escolha do ponto – O preço do ponto e os alugueis são custos altos e devem ser estudados de acordo com a perspectiva de retorno do investimento. O franqueador poderá ajudar nessa escolha.
5 – Operação da franquia – Analise como será o dia a dia do seu negócio. Verifique se será necessário você estar presente ou se um gerente dará conta do recado. O sucesso do negócio dependerá de você e de sua administração. Treinamento de funcionários, limpeza... Tudo deverá ser levado em consideração na hora da escolha. 6 – Plano de negócios – Lance no seu plano todos os custos com estoque, produtos, serviços, dentre outras despesas e calcule o quanto precisará para faturar para cobri-los. Peça ao franqueador para analisar o plano, que deverá cobrir todos os aspectos do negócio.
7 – Custos fiscais e trabalhistas – Leve em consideração todos os encargos envolvidos a fim de evitar multas e penalidades que poderão acabar com o seu negócio a longo prazo. Por Christiane Monteiro, economista
A pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras 2012, realizada pela Endeavor, apontou que a cada 10 universitários brasileiros, 6 gostariam de ter umnegócio próprio no futuro. Segundo especialistas, o empreendedorismo ou capacidade de gerar o próprio negócio, é um modelo de inserção social e econômica que tem se destacado nas últimas décadas no Brasil, por conta do brasileiro possuir uma cultura muito forte de empreendedorismo.
Erick Vils, palestrante no assunto e fundador de uma empresa de tecnologia focada em gestão de franquias, afirma que o brasileiro associa muito o sucesso profissional ao empreendedor que possui negócio próprio. E esse desejo está ligado a liberdade de horário, ausência de chefe e a chance de conquistar a independência financeira. Vils afirma que o perfil ideal de um empreendedor de sucesso é a auto-motivação e enxergar oportunidades onde a maioria vê um problema. “O mais importante é se cercar de pessoas de confiança que complementem seu perfil comportamental, pois todo negócio precisa de pessoas criativas, mas também das bem disciplinadas!”, finaliza o especialista.
Com espírito de empreendedora, Candice Marocco já tinha esse sonho desde os 19 anos. Ela conta que desde criança já tinha esse espírito e a vontade de empreender: “Quando pequena eu aprendi crochê com a minha avó para que eu pudesse preparar meu enxoval de casamento, mas ao invés disso, comecei a vender as coisas que fazia na escola”, conta. Encantada em abrir o próprio negócio, Candice se especializou em tabacaria e abriu sua rede Candice Cigar Co. Hoje já possui sua marca em expansão no franchising e tem previsão de crescimento de 100% no número de unidades em funcionamento para o próximo ano. FONTE: http://www.suafranquia.com/perfil/franquia/universitarios-sao-empreendedores-natos.html